Gestão em Saúde
Judicialização em pauta no Fórum FenaSaúde 2026

Judicialização em pauta no Fórum FenaSaúde 2026

Ícone de data Publicado em 26/05/2026
2 min

A Unimed CNU marcou presença no Fórum Executivo FenaSaúde 2026 , realizado em Brasília, no dia 6 de maio, para integrar as discussões sobre a judicialização na saúde suplementar. O encontro reuniu autoridades, como o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, além de lideranças do setor, com o objetivo de traçar diretrizes conjuntas para mitigar os impactos do litígio.

O presidente da CNU, Luiz Otávio de Andrade, participou do painel com o tema  “A Judicialização na Saúde Suplementar: estratégias para mitigação” , compondo a mesa ao lado de Daiane Nogueira de Lira, conselheira do Conselho Nacional de Justiça, e André Ramos Tavares, jurista e professor. No debate, foram expostos indicadores que evidenciam o desafio estrutural enfrentado pelas operadoras: embora o surgimento de novas ações contra planos de saúde tenha desacelerado para 6% em 2025, o menor índice desde 2020, o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) alerta que o mercado pode atingir 1,2 milhão de novos processos anuais até 2035, gerando um custo potencial de R$ 4,5 bilhões por ano somente em custas e indenizações.

Os principais fatores que impulsionam esse cenário envolvem as demandas por medicamentos de alto custo (que respondem por 35% a 51% das ações), terapias multidisciplinares (30%) e reajustes contratuais (20%). Diante desses números, Andrade enfatizou que a sustentabilidade da saúde suplementar depende diretamente do fortalecimento da Medicina Baseada em Evidências (MBE) e do apoio especializado dos NAT-Jus — núcleos de especialistas que oferecem subsídios científicos para auxiliar magistrados, conferindo maior segurança técnica às decisões judiciais.

Para Luiz Otávio, a solução para o equilíbrio do setor passa, necessariamente, pelo diálogo institucional entre operadoras, Judiciário, órgãos reguladores e representantes da sociedade. “Essa é uma articulação inadiável que precisamos ter para encontrarmos soluções mais sustentáveis para toda a saúde suplementar. Isso deve vir somado a uma comunicação mais transparente e constante com os clientes, o que passa pelo reforço contínuo do funcionamento do mutualismo e o uso consciente do plano de saúde e dos serviços contratados”, finalizou.


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